quarta-feira, 20 de dezembro de 2023

TEXTOS ESCRITOS NO AVIÃO A CAMINHO DE MOÇAMBIQUE EM 29 DE DEZEMBRO DE 1971-LIABOA-LUANDA-CIDADE DA BEIRA




29 de dezembro de 1971

  O GOSTO PELA ESCRITA  QUE SEMPRE ME ACOMPANHOU, TAMBEM NESTA VIAGEM OCUPEI O MEU TEMPO  COM VÁRIOS TEXTOS QUE FAZEM PARDE DO MEU BÁU DE MEMÓRIAS, UM RICO ACERVO  QUE, DE TÃO VELHINHOS  JÁ SE TORTAM DE DIFICIL LEITURA . 

 A VIAGEM PARA MOÇAMBIQUE  FOI EFECTUADA POR VÁRIAS ETAPAS:

LISBOA -LUANDA

LUANDA- CIDADE DA BEIRA -MOÇAMBIQUE.

CERCA DE 15 DIAS DEPOIS, JÁ EM AVIÃO MILITAR- BEIRA-TETE.

-Lisboa ,17 horas da tarde, Aeroporto Militar de Figo Maduro, embarcamos cerca de 80 passageiros que aguardavam  embarque no Boing 707 recentemente adquirido pela Força Aérea Portuguesa .

Muitas lágrimas dos familiares  dos que embarcavam em regime de comissão de serviço d e pelo menos 3 anos mas quase sempre prolongada pela dificuldade  de haver falta de técnicos nas varias vertentes para  as aeronaves  à data existentes nas províncias ultramarinas. No meu caso pessoal a missão teve a duração de mais de quatro anos. 

Não tive ninguém na despedida,  mas como sempre, sozinho  desde o ingresso até  á passagem  à disponibilidade. me habituara a esta realidade.

No meu livro " PARA LÁ DA MEMÓRIA"  já descrevi uma pequena parte da minha passagem por terras da Africa ORIENTAL PORTUGUESA.

Espero ainda ter a oportunidade  de  transcrever todos os textos  que da forma como se encontram, tornam muito a sua leitura.



 

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

PESSOAS - ANTONIO FRANCISCO PEREIRA- O TIO Caló


                                                        
 António Francisco Pereira , mais conhecido por "Ti caló  nasceu na freguesia de Fornos em  31 de agosto de 1914 e faleceu a 2 de fevereiro de  1988.  Casou com  Olívia Vaz Meleiro, natural de S. Pedro, freguesia de Meirinhos, nasceu em 11 fevereiro de 1912 e faleceu em 10 março  de 2015.
 Tiveram  tiveram os seguintes filhos :
Adélia Pereira, Virgílio Pereira, Júlia Pereira, Conceição Pereira.
Sempre foi pastor durante a sua vida. Primeiro foi pastor do rebanho do  Senhor Doutor Virgílio de Carvalho durante  muitos anos. mais  tarde, 
comprou um rebanho que pastoreava por sua conta.
Era um homem simples, educado e respeitador do próximo, não se lhe conhecem conflitos ou gestos que possam ter reparo negativo. 
Foi um personagem relevante nesta freguesia de Castelo Branco  António Francisco Pereira , mais conhecido por "Ti caló  nasceu na freguesia de Fornos em  31 de agosto de 1914 e faleceu a 2 de fevereiro de  1988.  Casou com  Olívia Vaz Meleiro, natural de S. Pedro, freguesia de Meirinhos, nasceu em 11 fevereiro de 1912 e faleceu 10 de março  de 2015.
 Tiveram  tiveram os seguintes filhos : durante a sua vida pela sua sempre boa disposição e ótimas relações com toda a gente, com  família e com os demais que o rodeavam
Contador de histórias e um artista musical com o seu realejo (gaita de beiços) que alegremente tocava e pausadamente versava que servia para seu divertimento mas também para aqueles que lhe davam atenção. 
Os seus filhos, emigraram para França tendo no entanto já regressados à sua terra natal.  De realçar que o seu  filho Virgílio nunca emigrou e, sempre manteve a até aos dias de hoje a atividade, profissão que o seu pai sempre teve.
Morador que foi na Rua de Santo António nesta freguesia  de Castelo Branco , meu vizinho merece  o meu reconhecimento. 
Esteja onde estiver, Paz a sua alma.
                                                                 Isaías Cordeiro

sábado, 25 de novembro de 2023

FIGURAS -HISTÓRIA- PATRIMÓNIO- TRADIÇÕES

Este blogue tem estado inoperativo por circunstancias alheias,  mas  penso já estar  em plena funcionalidade e como tal dele tirar proveito sempre com o mesmo objetivo, e de quando em vês a minha companhia nos serões do inverno que se avizinha.



Já decorreu muito tempo sem escrever as minhas crónicas que confesso gostar ! 

textos para formato livro existem sendo a Etnografia, Historia , e alguns inéditos. Esta parte basta uma revisão global muito embora já tenha sido feita uma primeira. A minha condição  financeira não me permite sonhar. Mesmo assim não vou poupar as canetas que gentilmente  nos vão oferecendo sobretudo nas campanhas eleitorais, essas que já não demoram. Também vem sempre um bonezito  que bom jeito dá para os que como eu estamos meios calvos e estamos no inverno. É pena que todos eles tenham cores  bem acentuadas, quase refletoras para se verem ao longe. Seja como for não deixa de ser interessante  mesmo para além da politica partidária, Muita gente ganha dinheiro que  uma boa parte penso serem de todos nós. No dia de ontem num dos dos cafés da vila um jovem em amena cavaqueira comigo comentava que nas ultimas eleições  tirara uns dias de férias  e que em  trabalho extra auferiu numa semana um valor superior em muito ao seu salário mensal  auferido no empresa onde trabalhava. Em tom de desabafo diz, quem me dera que todos os meses houvesse eleições! Deixava imediatamente do trabalho que tenho e se calhar até uma gráfica havia de  arranjar. como os  demais  que faturam  rios de dinheiro. Pagam muito bem! 



domingo, 23 de abril de 2023

FRAGA DO PUIO, PICOTE E SUA ENVOLVÊNCIA NA BELEZA, OFERTA DA NATUREZA COM CHEIRO A DOURO E PAISAGEM RETRATADA


















 Amante da natureza que sou não podia deixar fazer de novo  a visita a este local nesta altura em que a primavera nos oferece imagens ultras numa conjugação perfeita na simbiose de Rio Douro e suas encostas e a primavera em toda a sua plenitude! Podemos meditando, perguntar, Natureza o que nos dás? O rio Douro, Rio de infinitos como refere a minha amiga Dr.ª Teresa Subtil num belo livro com este titulo, 

A paisagem florida nas encostas está tão bela que mais parecem telas pintadas pelos maiores artistas mas sobretudo Van Gog que muito aprecio!  O dia esteve frio mas não me tirou a vontade tal como á minha esposa que caminhando a pé  fotografando obtendo belas imagens,   

sábado, 18 de março de 2023

SUBSIDIO PARA A HISTÓRIA DA VISITAÇÃO DA COMENDA DA VILA DE CASTELO BRANCO

                         VISITAÇÃO DA COMENDA DA VILA D E CASTELO BRANCO

                                          13 DE NOVENBRO DE 1507

 Sábado, treze dias do mês de Novembro  do ano do Senhor de mil quinhentos e sete anos , chegaram os ditos visitadores comigo e com Rodrigo Ribeiro, escrivães da dita visitação, na vila de Castelo Branco, cabeça da comenda de Mogadouro, para haverem de visitar as coisas que aí tem a dita ordem. 

Acharam por comendador da dita comenda a Frei Duarte de Sousa Fidalgo da casa de El-Rei nosso Senhor e cavaleiro da dita ordem presente da dita visitação.

Viram primeiro igreja da dita vila cuja invocação é de Nossa Senhora Santa Maria, a qual visitaram estando também presente Frei Fernández,  vigário  da dita igreja com alguma parte de fregueses dela.

Viram a ousia, que quer dizer, parede da parte lateral da igreja do lado que vem o vento, que tem as paredes de pedra e barro rebocada de fora com cal  e mal calafetadas de dentro, nivelada de novo nível de pinho sobre as asnas que o dito comendador mandou nivelar e o terreno dela é piçarra   não muito plano,  e na dita parede lateral tem um altar, dizem que sagrado, posto sobre mociço  e nele uma imagem de vulto Vulto Velho e mal pintada, e dentro da dita parede uma casa de tesouro pequena coberta de telha vã.

 Tem a dita parede um arco bom de predaria e a parede dele da parte de dentro por calafetar, e da parte de fora pintada com um crucifixo e outra imagens. Forrado por cima um pouco de tabuado de pinho sobre as asnas e tem aos lados do dito dois altares ornamentados.

O corpo  da igreja tem também as paredes de pedra e barro calafetadas de dentro e de fora e está igualmente madeirada e coberta e telha vã  e tem a um canto uma pia de Batizar cerrada com seu tampão e um degrau ao redor.

Arredado da dita igreja tem um campanário de barro e calafetado de cal com seu arco cerrado  e nele dois sinos de boa grandeza e dentro da igreja tem uma campainha de levantar a Deus e outra de comungar.

O terreno da dita igreja está numa barranqueira muito desigual.

                           Titulo os dos Ornamentos  que aí foram encontrados

Primeiramente uma cruz de Frandes quase nova.

Um cálice de prata branca e velho com sua patena peso menos muito de um marco,  e outro Cálice de chumbo velho.

Uma vestimenta nova de chamelote amarelo, com seu sevastro broslado  e bom, toda comprida , forrada de boquesim  negro , que deu o dito comendador.

Um manto de zerzagania velho ainda para servir, com sua estola e manipulo sem alva. Uma vestimenta de pano de linha usada toda comprida.

Uns corporais novos delgados e bons que deu o dito comendador.

Um par de castiçais de Frandes pequenos, um frontal pintado já muito usado.

Huns mannteens atoalhados proves, e de trás da imagem um lençol velho.

Um par de galhetas velhas quebradas, e uma boceta com os óleos sagrados e uma caldeira de água benta.

Um missal místico muito grande e velho de pergaminho de pena apontado que também serve  serve de altar e assim estão e outos livros velhos que já não  servem.

Uma boa Ara sagrada encastoada em paao.

Uns ferros de fazer hóstias.

Acharam por vigário  da dita igreja um Frei, Pedro Fernandes Freire da dita ordem apresentado à dita vigairia pelo dito, comendador e confirmado  mostrou por sua carta arcebispo de Braga segundo mostrou por sua carta de confirmação , a qual carta fazia menção da dita apresentação  obrigado a ministrar aí os sacramentos aos fregueses da dita igreja e dizer missa aos domingos e festa e dois dias da semana, scilicet na segunda feira á segunda feira e também á sexta. E assim o acharam por obrigado por um capelão que sirva as capelas anexas na dita igreja. silicite a capela de Sam Sebastião de Vale Verde e também a capela de Sam Bento de Meirinhos alternatim  e que haja de ministrar aí os sacramentos aos fregueses e lhes dizer missa todos os domingos e festas e dois dias na semana e o dito vigairo o satisfaz de seu salário, pelo que da dita ordem tem.

   Acharam que o dito comendador é obrigado á fabrica da parede da dita igreja de Santa Maria e assim por aí os ornamentos , e os fregueses são obrigados ao corpo da igreja e ornamentar os altares de fora da parede.

   Viram as casas que aí tem o comendador as quais de muito tempo a cá estão em pardieiros, segundo no tombo da dita comenda faz menção. 

    Estas são as coisas que mandaram fazer  e por na dita igreja

Mandaram primeiramente ao dito comendador por serviço de Nosso Senhor e bem e honra da dita igreja e descargo da sua, visto o grande crescimento da renda que agora a dita sua comenda rende que ele mande um bom cálice de prata pondo mais um marco de prata com a prata do cálice que na dita igreja está que é muito pequeno e pobre, e mande fazer ao altar um retábulo  e nela pintada a imagem  de Nossa Senhora com as mais imagens em que ele tiver devoção de boas pinturas com seu guardanapo, ou mande aí por uma imagem boa de Nossa Senhora de Vulto, altura de quatro palmos, com suas cortinas e guarda pó de sarja coloradas qual mais lhe prouver. E assim fará abaixar tanto o terreno da parede , ousia)  que e possa fazer ao altar um bom degrau o qual mandará fazer em predaria e fará lajear ou ou ladrilhar  a dita ousia e cafelar e pincelar muito bem e tirara fora os poiafes que lá estão e mandará trestelhar para o altar e cintar de cal de maneira a que não chova nela , e poerá aí mais um missal místico de forma para o altar e um frontal de linho bem pintado e umas toalhas de flandres 

para as festas, e dois panos negros com seis cruzes para a quaresma. 

Pouco mais ou menos mandem fazer um bom campanário de pedra com seu arco cerrado em que ponham ambos os ditos sinos, sobre pena de pagarem vinte cruzados de ouro para as obras do convento de Tomar. E por todo o mês de fevereiro do ano seguinte  de quinhentos e oito, porem na dita igreja panos negros com suas cruzes para com que se cubram as imagens do crucifixo e as que estão os altares de fora da ousia , que assim cumprirão sob pena de mil reais para as obras do do dito convento.

   Viram mais os ditos visitadores a visitação do Bispo de Lamego em cuja diocese está a dita comenda e mandaram  que se cumprisse tudo o que nela é conteúdo.

   Mandara ao dito comendador sob pena de obediência que em cada um ano, ou de dois em dois, ou ao mais de tres anos preveja  e mande prover as terras de suas comendas e saiba se por ventura são, mantidas na posse das demarcações  e confrontações que ora de novo pelos ditos visitadores se fez segundo se achara pelo tombo das ditas comendas, do qual ele procurará por haver o treslados  e assim o pusera muita diligencia em mandar arrecadar seus foros e direitos, por quanto souberam que por frouxidão, e pouco cuidado de muitos comendadores , a ordem em muitos casos seus direitos, e os povos se acolhem a posse e prescrição, e assim mande prover sobre as vinhas da ordem que agora se descobriram em Miranda e os empraze ou arrecade de guisa que não se tornem a sonegar como antes andavam .

   Dada no logo da Rua julgado de Caria a XXl  de Dezembro de 1507.

 Dom João Pereira.

E foi publicada esta visitação ao dito comendador por mim  Frei Francisco  no dito lugar da rua ,dia e mês  e era sobredita.

 OBS: Texto recolhido em documentos  das visitações das comendas

  Isaías Cordeiro



quarta-feira, 8 de março de 2023

APONTAMENTOS DE CASTELO BRANCO NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS DE 1758

PAROCOS REDATORES E PAROCOS TESTEMUNHAS DAS MEMÓRIAS DE CASTELOBRANCO

              

             NOMES PRÓPRIOS REFERIDOS NAS MEMÓRIAS PAROQUIAIS  

                                                              1758

Titulo do  Pároco - Abade

Rendimento em Reis: 300.000

-António José Fortuna - Testemunha- Castelo Branco

- António José Pimenta, Abade de Castelo Branco

- Lourenço Domingues - Testemunha - Castelo Branco

- Leonardo Luís Pereira - Testemunha em Estevais

- António José Fortuna - Testemunha na memória- Castelo Branco

- António José Pimentel, ilustre Padre; Abade de Santa Maria de Castelo Branco: Sambade (Alfandega da Fé. 

- José Maria de Távora, filho de D.ª Leonor de Távora e Lorena ; Comendador em Castelo Branco.

- D.ª Leonor de Távora e Lorena , mãe de José Maria de Távora: Comendadora: Castelo Branco  Mogadouro.

- Manuel António, ilustre em virtude; padre, cónego da Sé de Miranda do Douro, peritíssimo  em tocar órgão e todos os demais instrumentos, natural de Estevais Mogadouro.

- MANOIO, ESFORÇADO E VALOROSO FORAGIDO QUE FEZ CASA NUM MONTE A QUE DEU NOME DE : CASTELO  BRANCO.

Esta enigmática testemunha  construindo a sua casa num monte e dando-lhe o nome de Castelo Branco  pode muito bem ajudar a   levar-nos á  de pesquisa  do  conhecimento do ano da criação deste aldeia.

  Se tivermos em linha de conta   a visitação da COMENDA DE MOGADOURO DA QUAL COMENDA , A VILA DE CASTELO BRANCO É CABEÇA , Efetuado no ano de 1507 e tendo tido uma reforma no de 1501 da qual constam alguns pormenores que podem também ajudar.

 Aqui, muito em breve publicar a visitação e oque os visitadores encontraram e mandaram fazer.

                                                                                          ISAIAS CORDEIRO

 




segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Apontamentos de Historia de CaSTELO BRANCO -MOGADOURO

 


                                                FOTO DA RIBEIRA DE CASTELO BRACO 


A aldeia de Castelo  do concelho de Mogadouro  do Distrito de Bragança  é por muitos tida como sendo outrora  a maior e a mais importante, Eu próprio enquanto nesta aldeia nascido sempre assim o   entendi e muitas coisas publiquei que,  à luz  do daquilo que ao longo destes anos   tenho aprofundado, estudos profundos  para conhecimento das realidades e acontecimentos , já não  me revejo  na total condição por todos cantados e  em evocações que , é, mais um  defender  uma atualidade que  de regras e princípios que por si só constituem um atropelo ás boas regras da cidadania, aos bons usos e costumes  que  por exibicionismo desmesurado, divida a comunidade, e como sempre deste pormenor se obtêm dividendos que obviamente devem servir toda a comunidade e não só aos grupos. O desenvolvimento que se diz haver nesta freguesia e anexas  está muito aquém daquilo que  é necessário para  um  desenvolvimento em toda a linha, começando pelo desenvolvimento cultural das sua gentes.

  Aproveito para lembrar uma frase  que diz, " A RIQUEZA DAS COMUNINADES , É A SUA CULTURA"